Mais uma vez adentramos na estação do tempo e entusiasmados embarcamos num vagão novinho em folha - seu número: 2007. Minutos antes, descíamos de um vagão bastante conhecido, cheio de lembranças e realizações, umas muito boas, outras nem tanto, mas todas válidas, ou valiosas, tanto faz.
E repentinamente, como num filme, repassamos nossa história recente, avaliando, ponderando, engolindo certezas e arrotando dúvidas. Com esta bagagem entramos no novo vagão. Ele nos parece muito belo, limpo, claro, aberto e repleto de janelas de possibilidades. Sentamos em nosso banco, podemos escolhê-lo, ao seu lado uma ampla janela onde descortinamos uma vista que transforma-se a cada minuto, cada hora, cada dia, cada mes. Esta paisagem vital está do outro lado e ao mesmo tempo dentro de nós; é a nossa existência que vai passando contínua e momentaneamente colorida pelos tons da novidade. Neste momento misturamo-nos, somos janela, banco, vista, vagão ... Somos tudo e ao mesmo tempo apenas alguém sentado num banco diante de uma janela.
É a vida que continua, ou quem sabe recomeça, e na sua voragem nos carrega sutilmente pelos caminhos da novidade. A velha vida e sua nova roupagem.
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(Sarah K > jan/2007) .................................................... (foto: SUPER 03)
